O que é o câncer de paratireoide
As paratireoides são quatro pequenas glândulas, localizadas na parte posterior da tireoide, cuja função é regular os níveis de cálcio do corpo. Tumores nas glândulas paratireoides são raros e em sua maioria benignos (como, por exemplo, os adenomas). Os carcinomas de paratireoide – cânceres – são muito raros. Normalmente, a suspeita de câncer de paratireoide surge porque os tumores causam hipercalcemia (aumento da quantidade cálcio no sangue), o que faz com que o paciente se sinta cansado, fraco e sonolento. O aumento do cálcio ocorre porque a célula da doença produz um excesso de um hormônio chamado PTH (hiperparatireoidismo), que retira cálcio do osso para o sangue.
Sintomas e sinais do câncer de paratireoide
Além dos sintomas descritos acima, outros podem ser encontrados:
- Dor, especialmente nos ossos;
- Problemas renais, incluindo pedras nos rins;
- Perda de apetite;
- Sede intensa;
- Cansaço;
- Micção frequente;
- Fraqueza muscular;
- Caroço no pescoço.
Diagnóstico do câncer de paratireoide
Os sintomas do paciente, os níveis sanguíneos de cálcio e de hormônio da paratireoide são fatores levados em consideração durante a investigação diagnóstica. O câncer de paratireoide pode ser difícil de detectar porque as células de tumores benignos são parecidas com as células da doença.
Depois que os exames de sangue são feitos e o hiperparatireoidismo é diagnosticado, exames de imagem podem ser solicitados para descobrir qual das glândulas paratireoides está hiperativa.
Os seguintes testes e procedimentos podem ser usados:
- Exames de imagem – ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética ajudam a definir o tamanho do tumor e sua exata localização;
- Cintilografia – pode mostrar se uma glândula paratireoide está hiperativa. O procedimento inclui a injeção de uma substância radioativa no sangue, por meio de uma veia do braço, que acaba acumulada no tecido hiperativo (o câncer em si). Também pode ajudar a encontrar lesões em outras partes do corpo (metástases);
- Biópsia – após evidência de um tumor da paratireoide, uma biópsia pode ser feita. No procedimento, pequenos pedaços de tecido são retirados para serem enviados ao patologista, que confirmará ou não o diagnóstico de câncer. Essas amostras podem ser removidas através de uma agulha e examinadas ao microscópio para ver se há células cancerosas.
Tratamento
As opções de tratamento dependem dos resultados dos exames, do estadiamento do câncer, da possibilidade de controle dos níveis de cálcio no sangue e se o paciente tem condições físicas de passar por uma cirurgia.
Caso haja possibilidade, o principal tratamento é de fato a cirurgia, que visa remover todo o tumor. Antes dela, o paciente pode precisar tomar medicamentos para controlar a quantidade de cálcio no sangue até que o procedimento seja feito.
Em alguns casos, pode ser necessário realizar radioterapia (um procedimento que mata as células cancerosas por meio de radiação) ou quimioterapia (um tratamento que usa medicamentos via oral ou intravenosa para interromper o crescimento das células cancerosas, seja matando-as ou impedindo que se dividam).
Prevenção
Não há um consenso sobre os fatores de risco que estão relacionados especificamente ao desenvolvimento de adenomas ou de câncer de paratireoide; qualquer pessoa pode ter um tumor desse tipo. No entanto, o risco é maior quando a pessoa:
- Fez radioterapia no pescoço;
- Foi exposto a altas doses de radiação de usinas nucleares;
- Tem um histórico familiar de tumores da paratireoide;
- Tem certas doenças hereditárias, como hiperparatireoidismo familiar isolado ou neoplasia endócrina múltipla, tipos 1 ou 2.