Os carcinoides brônquicos são tumores neuroendócrinos raros (de 1% a 2% de todos os cânceres de pulmão em adultos) e de crescimento lento que surgem na mucosa brônquica e geralmente comprometem pacientes na faixa etária de 40 a 60 anos.
Tipos de câncer de brônquios
Existe um número diverso de tumores originados de glândulas mucosas e dutos dos brônquios. São tumores com potencial maligno (canceroso) amplamente variável, embora a maioria deles sejam malignidades de baixo grau, crescendo e se espalhando muito mais lentamente do que o câncer de pulmão convencional. Os principais são:
- Tumores neuroendócrinos (carcinoides) – afetam as células produtoras de hormônios e as células nervosas. Podem se formar nos pulmões ou em outros órgãos, como estômago, intestinos, pâncreas e pulmão;
- Carcinomas adenoides císticos (cilindromas) – geralmente começam nas glândulas salivares na boca e na garganta. Também podem afetar a traqueia, as glândulas lacrimais, as glândulas sudoríparas ou o útero, vulva ou seios de uma mulher;
- Carcinomas mucoepidermóides – neoplasias raras que contêm uma proporção variável de células escamosas e secretas de muco, além das células intermediárias.
Os adenomas de glândulas mucosas são os únicos tumores de brônquio verdadeiramente benignos (não cancerosos), sem potencial para se tornar malignos.
Sintomas e sinais do câncer de brônquios
Metade dos pacientes com câncer de brônquios é assintomática e metade desenvolve sintomas de obstrução das vias respiratórias, incluindo dispneia e tosse, o que com frequência conduz ao diagnóstico errôneo de asma. Pneumonias de repetição, hemoptise e dor torácica também são comuns.
Os sintomas do tumor carcinoide incluem:
- Tosse, às vezes com sangue;
- Falta de ar;
- Dor no peito;
- Rubor do rosto;
- Infecções como pneumonia.
Os sintomas do carcinoma adenoide cístico incluem:
- Protuberância no céu da boca, sob a língua ou no fundo da boca;
- Dificuldade em engolir;
- Voz rouca;
- Dormência na mandíbula, céu da boca, rosto ou língua.
Os sintomas do carcinoma mucoepidermóide incluem:
- Edema nas glândulas perto das orelhas, sob a mandíbula ou na boca;
- Entorpecimento ou fraqueza do rosto; e
- Dor no rosto.
Diagnóstico do câncer de brônquios
Para diagnosticar a neoplasia, o médico pode pedir um ou mais exames. Os mais comuns são :
- Ressonância magnética/tomografia – principais exames de imagem utilizados para o diagnóstico do câncer de brônquio. São métodos que fazem imagens de órgãos e estruturas do corpo, localizando e dimensionando o tumor. Se necessário, pode ser utilizado contraste – um líquido que pode ser bebido ou injetado na veia – para a realização da ressonância;
- Biópsia – nela, remove-se um pequeno pedaço de tecido que é analisado por um especialista. A amostra pode ser obtida usando um broncoscópio (tubo que desce pela garganta). Como alternativa, o médico pode inserir uma agulha através da parede torácica para obter a amostra. Um patologista examinará o tecido retirado em um microscópio para determinar se as células cancerosas estão presentes.
Tratamento
O tratamento a ser escolhido depende de fatores como tipo de câncer, estágio de desenvolvimento da doença, idade e saúde geral da pessoa. Conheça as abordagens mais comuns:
Cirurgia – É o principal tratamento para adenomas brônquicos. O cirurgião remove o câncer e parte do tecido ao redor. Os gânglios linfáticos em volta do tumor também podem ser removidos, para impedir a propagação da doença.
Radiação – Este tratamento usa raios X de alta energia para matar as células cancerosas. Pode ser feita antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor, ou após, para eliminar qualquer célula cancerosa deixada para trás.
A radiação pode causar efeitos colaterais como:
- Fadiga;
- Vermelhidão da pele na área onde foi feito o tratamento;
- Dor de garganta e boca;
- Dificuldade para engolir;
- Tosse;
- Falta de ar.
Esses efeitos colaterais podem persistir por até três meses após a conclusão do tratamento radioterápico.
Quimioterapia – Tratamento sistêmico que pode destruir células cancerosas por todo o corpo. Alguns medicamentos de quimioterapia são administrados por via intravenosa e outros podem ser tomados por via oral. A quimioterapia é às vezes usada para reduzir tumores antes da cirurgia ou para destruir quaisquer células cancerosas remanescentes após a cirurgia.
Os possíveis efeitos colaterais da quimioterapia incluem:
- Fadiga;
- Náusea e vômito;
- Perda de cabelo;
- Perda de apetite;
- Diarreia;
- Maior risco de infecção.
Imunoterapia – Muitas vezes, o organismo não consegue combater o tumor porque as células cancerosas produzem proteínas que ajudam o câncer a se camuflar, a se esconder do sistema imune. Os medicamentos imunoterápicos impedem este disfarce e, com isto, ajudam o sistema de defesa do próprio corpo a combater a neoplasia.
Terapia-alvo – Tratamento que atua nas proteínas ou genes que são exclusivos daquele câncer e que o ajudam a crescer. Em seguida, a terapia-alvo inibe estes fatores de crescimento impedindo a propagação do câncer.
Prevenção
A causa do adenoma brônquico é desconhecida, ou seja, não há uma orientação clara de como prevenir a neoplasia. Os genes podem desempenhar um papel em algumas formas desse câncer.
Pessoas com uma doença hereditária chamada neoplasia endócrina múltipla tipo 1 (NEM) têm maior probabilidade de desenvolver tumores carcinoides. A radiação na cabeça e no pescoço pode aumentar o risco de carcinoma mucoepidermóide.